segunda-feira, 16 de junho de 2008
Insparidade
Era inverno e eu nem tinha roupas pra enfrentar o frio rigoroso da Rússia, tínhamos apenas uns grãos de milho no bolso e umas moedas de prata caso achássemos um centro urbano, às duas da madrugada é díficil, achar alguém perdido no meio de um nevoeiro e árvores que atrpalham o caminho, mas Zé me guiava mesmo com os olhos fechados, não tinha medo de bater a carroça em nenhuma das gigantes árvores, justamente porque confiava no grande Zé, que nunca esteve errado, e me mostrava que o mundo estava girando mais devagar, e era para termos calma, que tudo vai passar, mesmo aquele frio, ele era costumeiro, só estávamos sem recesso. Após dias encontramos umas montanhas, e foi o melhor abrigo para a reflexão de Zé, que tinha agora os olhos bem abertos quanto ao futuro do mundo, nem sabia das profundezas recônditas daquelas fontes que se acham no meio de montanhas, mas Zé entendia que era plausível toda a perfeição daquele lugar, que homens não vêem da mesma forma que ele entendia. Ficamos parado por tempos,e a busca de Zé, foi por comida, sim, o mestre estava precisando da energia terrestre, foi então que achamos os principais insetos daquela área, e ficamos já satisfeitos, Zé também é humano.
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