segunda-feira, 16 de junho de 2008
Insparidade
Era inverno e eu nem tinha roupas pra enfrentar o frio rigoroso da Rússia, tínhamos apenas uns grãos de milho no bolso e umas moedas de prata caso achássemos um centro urbano, às duas da madrugada é díficil, achar alguém perdido no meio de um nevoeiro e árvores que atrpalham o caminho, mas Zé me guiava mesmo com os olhos fechados, não tinha medo de bater a carroça em nenhuma das gigantes árvores, justamente porque confiava no grande Zé, que nunca esteve errado, e me mostrava que o mundo estava girando mais devagar, e era para termos calma, que tudo vai passar, mesmo aquele frio, ele era costumeiro, só estávamos sem recesso. Após dias encontramos umas montanhas, e foi o melhor abrigo para a reflexão de Zé, que tinha agora os olhos bem abertos quanto ao futuro do mundo, nem sabia das profundezas recônditas daquelas fontes que se acham no meio de montanhas, mas Zé entendia que era plausível toda a perfeição daquele lugar, que homens não vêem da mesma forma que ele entendia. Ficamos parado por tempos,e a busca de Zé, foi por comida, sim, o mestre estava precisando da energia terrestre, foi então que achamos os principais insetos daquela área, e ficamos já satisfeitos, Zé também é humano.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
A Realidade Por Entre a Vida
Eu sempre tive sorte de ter Zé como amigo, sempre mesmo, e mais ainda em ter sua compania nas horas em que procurava me embriagar nos bares das pequenas cidades por qual passávamos em nossa longa jornada, pois isso, acarretou em uma observação muito circunstânciosa. Eram às 3:00am algumas mulheres no bar, alguns indivíduos mal encarados, eu e Zé, sim éramos os únicos normais ali, era o que pensávamos, pois ainda não estávamos bêbados, mas Zé, percebeu que nós quem não estávamos normais, e sim todos estavam sóbrios e nós bêbados, sentado ele disse ''acho que estamos sempre bêbados e quando bebemos ficamos sóbrios'', eu fiquei a pensar na situação, e conclui que era um fato de tamanha razão, que precisávamos beber para estarmos conscientes de quem somos e a pessoa que vamos nos formar, precisamos beber para Viver. Sim, parece algo de tamanha estranheza, claro, pois é estranho, mas o fato é que é pura realidade e nós estamos totalmente bêbados sem que tenhamos ingerido álcool ao momento.
domingo, 17 de junho de 2007
A Carta do Camelo
Lembro-me dos camelos, quais Zé, o grande, tinha de estimção, eram dois, Arvin e Meritor, garanto que ele nunca soube qual era macho e qual era fêmea, ele os tratava igualmente, sem restrição nenhuma, e tinha um amor imenso por seus camelos, mesmo quando eles fugiam e ele saia correndoi atrás deles, mesmo quando eles se prendiam no curral em qual ficavam, mesmo quando não queriam nem comer.. citando comda, houve a vez em que zé acertou um pedaço de pão na cabeça de um de seus camelos com a intenção de alimenta-los, garanto que ele nunca soube também se ele havia acertado em Arvin ou em Meritor, bom mas de qualquer forma acertou, e o fez ficar triste por um longo tempo, pois ele havia percebido que o camelo nunca mais foi o mesmo, mas viu-se que o camelo havia mudado por causa do comportamento de Zé, o camelo sentiu que Zé sentiu-se extremamente culpado e queria o verdadeiro Zé de volta, queria tê-lo como verdadeiro dono. Em um dia de chuva, Zé percebeu que os camelos nao estavam mais lá, ele apenas viu uma carta deixada no meio do curral, e saiu correndo para lê-la, sim.. era a carta deixada pelo camelo, dizendo que só voltaria em tempo que Zé mudasse, com certeza Zé sabia para onde ele havia ido, mas preferiu deixa-lo ser feliz, e deixa-lo identificar sua sexualidade, já que Zé mesmo não sabia, assim, Zé se sentiu mais aliviado, e foi quando se desapegou das coisas materiais, querendo sempre passar afeto a todas as pessoas e animais, sendo estes camelos, seus últimos animais.
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Controversa
Várias coisas aconteceram após o incidente do contrabando, mas nunca conseguiram nos prender. Contudo, em dia escuro e nublado, Zé e eu estávamos a caminho da ilha de Folka, onde encontraríamos os anões que vendiam azeites enlatados. Eram 3:00am quando fomos surpreendidos por dois guardas de grande estatura, perguntaram de onde vinhamos, nossas respostas foram ao mesmo tempo, mas não foram as mesmas, logo, aqueles guardas perceberam que não éramos dali, e tentaram nos apreender, corremos até uma lagoa, onde nadamos até sua outra ponta, só quando saímos da água, percebemos que haviam dezenas de jacarés, e que tivemos muita sorte em termos sobrevividos, talvez, por Zé, que não sabia que não iríamos morrer naquele momento, ou levanto a hipótese de que os jacarés sabiam da grandeza de Zé, e não desperdiçariam a sua sabedoria, e poder que ele tinha, e o que viria a fazer pelo mundo tempos depois. Depois de uma longa conversa, Zé e eu treinamos o que diríamos para as pessoas, para que não disséssemos controversas como havia acontecido a pouco.
*Só quem tava pra entender
*Só quem tava pra entender
segunda-feira, 4 de junho de 2007
A Prisão
Citei várias vezes em que estava com glorioso Zé, mas nunca uma situação de real perigo, dessa vez, nós estávamos entrando na cidade de Malta, com nossa carroça carregada de vinhos holandeses e caudas de crocodilo, aquilo não era aceitável na época, mas não havia necessidade de nignuém nos proibir, no entanto foram mandados soldados para nos impedir de tal ação, era uma noite cinza, de lua cheia, sim, fomos abordados pelos soldados, eles viram toda mercadoria, e decididamente iriam nos matar, até que Zé, com sua gloriosa e estupenda voz, começou a dizer 'Bafômetro, Bafômetro', não bastou para que os guardas achassem que Zé estava louco, pois realmente ele estava, e fomos mandados para a cela, com intuito de ficarmos lá para sempre, existiam várias pessoas ali dentro, uma era José Candido Balalau, um homem muito inteligente e voraz.
Depois de dois dias, fomos avisados de que haveria uma guerra, e seríamos mandado para as Mandaras, onde seríamos sacrificados. Zé, no entanto teve a idéia de bebermos antes de sermos mortos, todas as garrafas de vinhos que com nós foram deixadas, bebemos tanto, que após esse feito, as caudas dos crocodilos serviram como armas para nossa rebelião, e assim nos livramos daquele castigo, seguindo para Delta, onde encontraríamos com Saraiva, para um torneio de Guash, no porão. Após esse tormento, sempre tivemos que andar cautelosos para não sermos pegos, e assim, estávamos por entre fios e dedos.
Depois de dois dias, fomos avisados de que haveria uma guerra, e seríamos mandado para as Mandaras, onde seríamos sacrificados. Zé, no entanto teve a idéia de bebermos antes de sermos mortos, todas as garrafas de vinhos que com nós foram deixadas, bebemos tanto, que após esse feito, as caudas dos crocodilos serviram como armas para nossa rebelião, e assim nos livramos daquele castigo, seguindo para Delta, onde encontraríamos com Saraiva, para um torneio de Guash, no porão. Após esse tormento, sempre tivemos que andar cautelosos para não sermos pegos, e assim, estávamos por entre fios e dedos.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Agora e Para Sempre
Zé nunca foi um homem, de juntar dinheiro para comprar alguma coisa, ele sempre observou tudo da maneira mais clara e simples, sim ele sempre foi um gênio, sempre quis viver feliz, satisfeito e sem preocupações, nunca se importou com o pensamento alheio, e nem com a inveja, era uma pessoa de muito caráter. A ganância para ele, era algo totalmente errado assim como a inveja e a infelicidade, ele precisava dos bons momentos da vida, nunca reservou nada para ter outro dia, ele sempre vivia o agora, o presente, aquilo que ele sempre quis foi se divertir enquanto pudesse, evitando todas as coisas que destruíssem isso. Certa vez estávamos em um bar, sim um pequeno bar, tomando umas bebidas quentes e fortes, e ele me disse com a mais clara e sincera voz ''dinheiro traz mais dinheiro, e com o dinheiro vem a dor de cabeça cara, vem infelicidade, inveja, ganancia, eu prefiro muito mais viver os bons momentos que o pouco dinhero pode pagar,do que transformar pouco dinhero em muito dinheiro. Eu sempre admirei zé, por essa sua grande humildade, ele tinha os olhos sempre muito próximos, eles estavam centrados naquele momento, precisava viver agora, não seria trágico, ele precisava que aquele fosse o melhor momento enquanto estivesse vivendo, eu o seguia sempre, tinha a cabeça sempre atada às suas idéias, e vivia para aquilo, o fato interessante de ser amigo de uma grande pessoa assim, é que não haveria momento em que eu iria ficar entediado, ou desanimado, pois precisávamos do melhor momento naquela hora, com a loucura e insanidade que fosse, mas iríamos percebendo que a vida nos proporciona tudo que precisamos, e assim, fazemos tudo que devemos, mas para Zé, aquilo tudo era divertido, era proveitoso e com o melhor rendimento possível, admiro Zé por essa sua grande humildade, e sinceridade para com sua vida, sim Zé seria uma das pessoas mais inteligentes que haveria no mundo, ele sabia que tudo deveria ser aproveitado ali, agora, sem medo de cair pra frente, pois se caírmos, podemos levantar, e continuar.
terça-feira, 29 de maio de 2007
Compreensão
Vários motivos me levaram a escrever as história do Mestre Zé, mas um, é o principal, um motivo que eu com certeza carrego comigo em todos os lugares, que é o motivo de compreensão da grande pessoa que foi esse homem. Ele era bastante quieto, mas algo também o libertava, ele era um grande companheiro, independente do que acontecesse, ele me acomapanhava, mesmo que fosse até as árvores planas, onde haviam lobos famintos, onde íamos para caçar tamanduás. Depois de muito tempo de amizade, e admiração, bom, ele disse ''Você me entende não é?'', aquilo marcou, pois eu sabia que o mestre estava certo, e se eu o entendia, podia entender o poder da vida, e tudo que existe, sim, eu teria o poder de desvendar todos os mistérios que quisesse, pois querendo ou não, e involuntariamente, Zé sabia de tudo, mesmo não sabendo de nada e fazendo tudo pela sua cabeça achando que estava errado, ele estava sempre certo, precisava apenas ser desvendado, agora, ele teria um tradutor, e ele sabia, que podia contar comigo sempre, e estava ali, pra sempre, para contar com seu apoio, e ele com a minha vontade de faze-lo entender sua vida. Depois disso, nos tornamos um o livro do outro, onde procurávamos entender o mundo, e seus mistérios, onde todoa filosofia de Zé, começou a se expandir.
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